O Instagram está a considerar lançar uma aplicação independente para os Reels, numa tentativa de capitalizar a atual situação do TikTok nos Estados Unidos. Esta notícia surge num momento em que o TikTok enfrenta desafios regulatórios, tendo sido temporariamente proibido no país.
Adam Mosseri, o responsável pelo Instagram, revelou esta semana aos seus colaboradores que está a ser ponderada a criação de uma aplicação separada para os Reels. Esta informação foi avançada pelo site “The Information” e posteriormente confirmada pela Reuters.
Ainda não está claro se os Reels continuarão a fazer parte da aplicação principal do Instagram ou se serão completamente transferidos para a nova plataforma. No entanto, esta mudança parece uma resposta direta à situação incerta do TikTok nos Estados Unidos.

Instagram quer aproveitar ao máximo oportunidade
A recente proibição temporária do TikTok nos EUA, que durou cerca de 12 horas, criou uma janela de oportunidade para os concorrentes. O governo norte-americano deu à empresa chinesa um prazo de 75 dias para cumprir com a legislação local, o que coloca o futuro da plataforma em dúvida.
O Instagram vê nesta situação uma oportunidade para atrair mais utilizadores para os Reels através de uma aplicação dedicada. Esta estratégia pode permitir à Meta, empresa-mãe do Instagram, conquistar uma fatia maior do mercado de vídeos curtos.
Foco crescente nos vídeos de curta duração
Os Reels têm vindo a ganhar cada vez mais destaque no Instagram, com a empresa a concentrar grande parte dos seus esforços neste formato de vídeo curto. Recentemente, foi lançada a aplicação “Edits”, uma ferramenta de edição de vídeo especificamente para Reels.
Esta nova aplicação é vista como uma resposta direta ao CapCut, uma aplicação de edição de vídeos curtos desenvolvida pela ByteDance, a empresa-mãe do TikTok. A Meta parece estar a reforçar a sua posição no mercado de vídeos curtos em várias frentes.
Desafios e controvérsias
Apesar do foco nos Reels, o Instagram tem enfrentado algumas dificuldades recentemente. Vários utilizadores queixaram-se de estar a ver conteúdos com violência extrema e pornografia não censurada nos seus feeds de Reels, mesmo depois de terem selecionado a opção “Não me interessa” para este tipo de conteúdo.
A Meta reconheceu o problema e afirmou ter corrigido o erro. A empresa também disponibilizou uma opção para os utilizadores reiniciarem o seu algoritmo, embora não esteja confirmado se esta medida resolveu completamente a questão.
O futuro dos Reels
Com esta possível mudança, o Instagram demonstra estar a apostar fortemente no formato de vídeos curtos. A criação de uma aplicação dedicada aos Reels pode permitir à plataforma oferecer uma experiência mais focada e competitiva neste segmento.
No entanto, esta estratégia também apresenta riscos. Separar os Reels da aplicação principal do Instagram pode fragmentar a base de utilizadores e complicar a experiência para quem prefere ter tudo numa só aplicação.
Resta saber se esta mudança será bem recebida pelos utilizadores e se conseguirá efetivamente capitalizar as dificuldades do TikTok. O mercado de vídeos curtos continua em constante evolução, e o Instagram parece determinado a manter-se na vanguarda desta tendência.
Outros artigos interessantes: